Não vejo o tempo e sei que impera em tudo,
vai governando... nunca se intimida,
não tem semblante, segue sempre mudo
a decretar a perda tão temida.
Não vejo o tempo, não existe escudo
que paralise toda sua lida:
oferta a escuridão e traz, contudo,
o renascer do sol em cada vida.
Com o passar do tempo, os erros feitos
servem de aprendizado, assim virão
dias melhores, menos imperfeitos.
As mãos do tempo encerram o presente,
vão dissipando as notas da canção,
com avidez, por mais que alguém lamente...
Janete Sales
Soneto MÃOS DO TEMPO
de Janete Francisco Sales Yoshinaga
Janete Sales
classificado em 6° lugar
no Concurso de Poesia 2026
Ateneu Angrense,
na modalidade Soneto Nacional.
RESULTADOS DO XL CONCURSO
DE POESIAS BRASIL DOS REIS – 2026
ATENEU ANGRENSE DE LETRAS E ARTES
ATENEU ANGRENSE DE LETRAS E ARTES
SONETO NACIONAL – TEMA: TEMPO




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