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quinta-feira, 30 de abril de 2020

Deus, eu e o louva-a-deus


A vida segue estranha, o instante é arriscado... 
Nós estamos fugindo, o perigo tem asas 
Estava do outro lado, e se expande... Cuidado! 
Deseja a todo mundo, espreita as nossas casas 

Marcha brindando a morte, o planeta abalado! 
O tempo se fez curto e as covas estão rasas 
E o socorro se esgota, e mostra o olhar cansado 
O sofrimento aumenta, o piso está em brasas! 

Senhor, onde é seguro? Eu desejo o que era antes 
Hoje, o sonho esmorece, alguns dizendo adeus 
e olho para este céu, crivado de brilhantes.. 

Amor na eternidade, o brilho da saudade 
A vida segue em prece, observo um louva a deus... 
Imita as minhas mãos, querendo a liberdade!

Janete Sales Dany
Soneto@todos os direitos reservados
T6933656

Exemplo: ESCANSÃO e elisão
Regras de um Soneto Alexandrino
Cada verso com dois hemistíquios
Doze sílabas poéticas
Acentuação tônica na 
sexta e décima segunda sílaba

Já no Recanto das Letras em áudio 

Licença Creative Commons
O trabalho Deus, eu e o louva-a-deus de Janete Sales Dany está licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição-NãoComercial-SemDerivações 4.0 Internacional.

segunda-feira, 27 de abril de 2020

Casa Velha - Soneto Alexandrino


Entro no meu passado e o monstro ainda existe
E sou muito pequena, o teto é desafeto...
Recomeça a contenda, o olhar se torna triste!
O assoalho mofou, queria a paz bem perto...

Cada parede grita, e cada porta insiste,
esbarra atrás de mim, o meu mundo secreto!
E sou muito pequena, e o monstro sempre em riste...
A casa sobrevive e assombra o meu trajeto!

O forro se derrama em um pranto sem fim
Inunda a minha infância... Escondida num canto!
Sentimento infeliz, cobre a cor do jardim

Um medo que renasce, e apavora a inocência
Tranco a morada velha e acaba o desencanto...
O sorriso retorna e salva a minha essência!

Janete Sales Dany
Exemplo da métrica e elisão
Cada verso com dois hemistíquios
Doze sílabas poéticas
Acentuação tônica na 
sexta e décima segunda sílaba

Quatro estrofes  
Duas de quatro versos
Duas de três versos
Soneto@ todos os direitos reservados
T6930539
Licença Creative Commons
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quinta-feira, 23 de abril de 2020

O Invasor Agressivo - Soneto Alexandrino


Que saudade da rua e do abraço apertado!
De respirar profundo e partir sem destino...
Vejo toda aflição, meu viver assustado!
Um vírus insistente, um enlace assassino

Fase onusta de horror, o mundo transtornado
O oculto aterra a vida... A igreja toca o sino!
Ainda não era a hora e escurece o elevado...
A terra em oração... Busca o amparo divino 

Vai andorinha livre, o céu é todo seu!
A natureza em paz, solfejando a alegria...
O ser humano preso e espreita o que perdeu

A guerra continua e um riacho murmura...
O pranto encerrará... Como encerra a poesia
Que seja bem veloz, a glória de uma cura!

Janete Sales Dany
Soneto@todos os direitos reservados
Registrado na Biblioteca Nacional:(696/22)
no livro Presença de Jesus e outras
SONETO ALEXANDRINO
Acentuação tônica na sexta e décima sílaba

Dois hemistíquios, poema com catorze versos.


Amante de Sonetos principalmente os Alexandrinos, 
procurei na literatura o Tratado de Versificação, 
de Olavo Bilac e  Guimarães Passos.
Com certeza coloquei a referencia do site 
que consegui estas informações
E também um BELO Alexandrino de Bilac :

De doze sílabas ou alexandrino 
 Este verso compõe-se geralmente de dois versos de seis sílabas; 
porém é indispensável observar que dois simples versos de seis sílabas nem sempre fazem um alexandrino perfeito. 
Quando o primeiro verso de seis sílabas termina por uma palavra grave, a outra deve começar por vogal ou consoante muda, como o h, para que haja a elisão. Esta regra é essencial, e para ela chamamos muito especialmente a atenção dos principiantes.
Este verso alexandrino: "dava-lhe a custo a sombra escassa e pequenina"
, está certo, porque, no ponto de junção dos dois metros reunidos ,a elisão do "a de sombra com o e "de escassa é perfeita. (dava-lhe a custo a SOMbr(a es)cassa e pequeNIna)
Mas se, em vez da palavra escassa houvesse ali a palavra fraca, — o verso assim composto — dava-lhe a custo a sombra fraca e pequenina — seria um alexandrino errado, ou melhor, seria um verso de doze sílabas, formado de dois versos de seis sílabas, mas não seria um alexandrino. 
A lei orgânica do alexandrino pôde ser expressa em dois artigos: Primeiro: quando a ultima palavra do primeiro verso de seis sílabas é grave, a primeira palavra do segundo deve começar per uma vogal ou por um h; 
Segundo: a ultima palavra do primeiro verso nunca pode ser esdrúxula. Claro está que, quando a ultima palavra do primeiro verso é aguda, a primeira do segundo Pode indiferentemente começar por qualquer letra, vogal ou consoante.
Fonte:Tratado de Versificação, 
de Olavo Bilac e Guimarães Passos
clique na imagem para acessar o link


Este, que um deus cruel arremessou à vida,
Marcando-o com o sinal da sua maldição,
— Este desabrochou como a erva má, nascida
Apenas para aos pés ser calcada no chão.

De motejo em motejo arrasta a alma ferida...
Sem constância no amor, dentro do coração
Sente, crespa, crescer a selva retorcida
Dos pensamentos maus, filhos da solidão.

Longos dias sem sol! noites de eterno luto!
Alma cega, perdida à toa no caminho!
Roto casco de nau, desprezado no mar!

E, árvore, acabará sem nunca dar um fruto;
E, homem, há-de morrer como viveu: sozinho!
Sem ar! sem luz! sem Deus! sem fé! sem pão! sem lar!


Olavo Bilac, in "Poesias"

segunda-feira, 13 de abril de 2020

Figuras de Quarentena

Soneto Decassílabo Heroico
Elaborado na Academia Brasileira 
de Sonetistas - ABRASSO

1-Tornou-se proibido então o abraço!
 2-E agora é condenável como um crime
3-Algo que nos derrota e nos redime
4-Quando um mar de emoções estreita o laço.

5-A asa do morbo alcança todo espaço
6- E o vírus impiedoso a tudo oprime
7- Mas a Pedra Angular já nos exime.
 8-E as mãos, em prece, rogam, sem cansaço...

9- Atchim! O vírus foi voar, agora.
10- E que jamais encontre algum retorno
11- e a calma assustadora mundo afora

12- Cimente os que se foram solitários
 13-Eu tremo e temo o tempo de transtorno
14-Ó Deus, guardai-nos, vossos santuários!

Autores:
Cadeira nº 1 – Paulino Lima
Cadeira nº 2  -  Luciano Dídimo
Cadeira nº 3 – Paulo Maurício 
Cadeira nº 4 – Jerson Brito 
Cadeira nº 5 – Janete Sales 
Cadeira nº 6 – Edir Pina de Barros 
Cadeira nº 7 – J. Udine Vasconcelos 
Cadeira nº 8 – Fernando Belino 
Cadeira nº 9 – Sílvia Araújo Motta 
Cadeira nº 10 - Adílson Costa 
Cadeira nº 11 - Edy Soares 
Cadeira nº 12 - Jean Marcell 
Cadeira nº 13 - Elvira Drummond
Cadeira nº 14 - Marco Aurélio

Figuras de Linguagem utilizadas
pelos Nobres Sonetistas da ABRASSO
1-Hipérbato  2-Comparação  3-Antítese
4-Hipérbole  5-Metáfora  6-Prosopopeia
7-Perífrase  8-Metonímia  9-Onomatopeia
10-Elipse 11-Paradoxo  12-Eufemismo
13-Aliteração  14-Apóstrofe

Ocupo na Academia ABRASSO:
 Cadeira nº 5 – Janete Sales 
Patrono - Augusto dos Anjos
Uma honra, um acontecimento espetacular
na minha estrada poética,
todos os Sonetistas que compõem 
esta Academia são excelentes!

Faço parte dos membros fundadores da
Academia Brasileira 
de Sonetistas - ABRASSO


Teci um acróstico:
ABRASSO

A-Academia voltada para a literatura 
B-Bandeira de louvor ao escritor
R-Reflexo dos Sonetos de Outrora
A-As mãos tecem um primor, a toda hora!
S-Sonetistas amantes da métrica brilhante
S-Só existe Amor ao Soneto em cada integrante
O-O ímpeto que invade... É o da sonoridade!

Janete Sales Dany
14/04/2020